quarta-feira, 12 de setembro de 2012


Máscaras
    No teatro grego, a máscara servia para dar aos atores a sua personagem. Estas eram tipificadas, com um tipo de personagem pré-determinado, tendo também expressões faciais imutáveis que indicavam o destino último da personagem. Cobria não apenas o rosto do ator, com aberturas para os olhos e boca, mas também o alto da cabeça. Com isso os atores representavam usando apenas o tom de voz e o gesto. Servia também para figurar aos espectadores os tipos tradicionais da tragédia e da comédia, para aumentar a estatura dos atores. Na sua origem estariam os disfarces usados nas festas dionisíacas: rostos pintados com borras de vinho e outras matérias, adornados de barbas vegetais. Completavam-na cabeleira e barba, segundo a idade e o sexo da personagem. As diferenças de classe, condição social e raça revelavam-se nas 25 espécies de máscaras trágicas e em mais de 40 para o gênero cômico. O branco predominava nas máscaras femininas e o negro nas masculinas. Adaptada a policromia no tempo de Ésquilo. Porem a maior inconveniente que oferecia o uso da máscara era a rigidez que impunha ao rosto, quando, por exigências do texto, o ator devia passar de um sentimento a outro contrário.
     Com o longo do desenvolvimento do teatro, as máscaras foram sendo abandonadas, embora haja casos de reaparição, afinal atualmente, os atores, ao assumirem uma personagem, estão colocando uma máscara sobre si mesmos, com roupas e as maquiagens , ou seja, de substituição da pessoa, o ator por um personagem que durante dura a representação.  

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